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Luciana Rolim Costa
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O excesso de carros e seus efeitos
March 14, 2008 - 09:20 AM
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Os engarrafamentos em São Paulo tem confirmado o que todo mundo já sabe," tudo o que está em excesso é prejudicial", nesse caso o excesso de carros. Isso não só tem causado problemas ao meio ambiente como também a saúde das pessoas, que logo cedo tem a missão quase impossível de se manterem calmas com os longos engarrafamentos que as impedem de chegar ao seu destino, sem falar da alta poluição do ar.
Esse com certeza é um problema sério e as devidas providências devem ser tomadas.Algumas pessoas optaram por trocar o carro pela bicicleta, mas será que é seguro? E o que poderia ser feito para amenizar essa situação?
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Efraim Neto
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Re: O excesso de carros e seus efeitos
March 14, 2008 - 10:11 PM
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Essa é uma questão muito imoportante. As nossas leis de trânsito são falhas.. por isso é interessante pensarmos juntos de que foram a bicicleta poderá ser utilizada como meio de transporte.
Vou preparar um texto sobre meio ambiente e trânsito. E espero poder responder isso.
Parabéns pela discussão
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Elaine Cris C.
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Re: O excesso de carros e seus efeitos
March 15, 2008 - 11:56 AM
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Sim, pessoal
É uma discussão necessária, mas quantas pessoas estão realmente dispostas a deixarem seus carros em casa, seu conforto, seu luxo, seu "status"?? Deixar de cultuar tanto os carros, cada um com seu carro, trocando sempre por um modelo novo...o maior sonho de muitas pessoas por aí é ter um carro! Isso é sonho? Isso é fruto de nossa sociedade que valoriza o consumo exagerado, valoriza o ter! Você tem obrigação de ter um carro??!!gente pensa um pouco...
É contraditório e patético, a pessoa fica horas e horas no trânsito, parada e precisa ir p/ academia depois p/ tentar arrumar o estrago! 
As pessoas pegam o carro p/ ir até alí, do lado, perto, é uma tragédia.
Enfim, melhorar o transporte público é essencial. Andar mais também, parar com essa super valorização do carro.
Vou colocar aqui uma reportagem da Carta Capital dessa semana sobre o assunto:
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Elaine Cris C.
União: Dec 29, 2005
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Re: O excesso de carros e seus efeitos
March 15, 2008 - 12:00 PM
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Medidas extremas
Rodrigo Martins
Com a segunda maior frota de automóveis do mundo, 6 milhões de veículos, São Paulo avança rumo a um colapso em seu sistema viário. O maior congestionamento deste ano superou a marca de 186 quilômetros, na segunda-feira 10. Nas marginais dos rios Pinheiros e Tietê, os carros circulavam, em média, a 7 quilômetros por hora, menos de um décimo da velocidade permitida e quase o mesmo tanto de uma caminhada a pé.
Por pouco a capital não bateu o recorde histórico de 191 quilômetros de engarrafamento verificado no dia 4 de novembro de 2004, apesar de a diferença ser, na prática, imperceptível. E, mais grave, a tendência não é nada animadora. Na última década, a frota paulistana aumentou 2,5 vezes mais do que a população. São licenciados diariamente 800 automóveis na cidade, número superior à média de 500 nascimentos por dia.
A frota nacional também está em franca expansão. Nos últimos dez anos, passou de 30 milhões para 50 milhões de veículos. Em 2007, foram quase 3 milhões de automóveis produzidos e 2,46 milhões, vendidos. É o melhor desempenho da história, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.
Outro movimento percebido é a substituição do transporte coletivo pelo individual. De acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (conhecida pela sigla NTU), a frota de ônibus de nove capitais brasileiras caiu 9% entre 1998 e 2006. No mesmo período, o número de passageiros transportados por mês teve queda de 25%. “É o resultado das deficiências do transporte de massas e do culto ao automóvel. O Estado precisa intervir para modificar esse cenário”, admite o secretário nacional dos Transportes, Luiz Carlos Bueno de Lima.
Entre os especialistas e gestores públicos, há o consenso de que o transporte coletivo deve ser priorizado, o uso dos automóveis precisa ser restringido, e as cidades devem planejar melhor o uso do espaço público, concentrando as principais redes de transporte nas áreas de maior adensamento populacional. Entre a retórica e a realidade, há, porém, um grande abismo. “Hoje, rios de dinheiro são gastos em obras viárias de pouca relevância, que muitas vezes ligam um congestionamento a outro. Mas a expansão dos trens metropolitanos e dos corredores exclusivos de ônibus segue a passos de tartaruga”, pontua o urbanista Cândido Malta Campos Filho, professor aposentado da Universidade de São Paulo.
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Elaine Cris C.
União: Dec 29, 2005
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Re: O excesso de carros e seus efeitos
March 15, 2008 - 12:01 PM
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Diante do agravamento dos congestionamentos na capital, o prefeito Gilberto Kassab (DEM, ex-PFL) apresentou um pacote de medidas para minimizar o estrago. Entre elas, a instalação de semáforos computadorizados, câmeras de monitoramento, equipamentos para fiscalizar o rodízio e a construção de dois corredores de ônibus. “Evidente que não vamos resolver todos os problemas a curto prazo, mas o importante é assumir que existe o trânsito e este é um problema grave da cidade.”
O governador José Serra (PSDB), por sua vez, aposta nas obras de expansão do Metrô e do Rodoanel, que interligará três rodovias federais e sete estaduais, a evitar que os veículos com outros destinos passem pela cidade. Por ora, apenas o trecho oeste da obra, com 32 quilômetros, está concluído.
As soluções técnicas de monitoramento e fiscalização do tráfego e a conclusão do Rodoanel podem contribuir para melhorar o trânsito. Mas os especialistas alertam que é preciso criar políticas públicas mais incisivas para coibir ou ao menos driblar a proliferação dos automóveis. “Quem tem de circular são as pessoas, não necessariamente de carro”, pontua Renato Boareto, diretor de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades.
Urbanistas e engenheiros de trânsito, ouvidos por CartaCapital, indicaram cinco alternativas mais drásticas que a capital paulista poderia adotar para evitar o caos. Mais do que mero exercício intelectual, medidas extremas como essas são cada vez mais necessárias, como diz o empresário Oded Grajew, diretor do Movimento Nossa São Paulo. “Não adianta tratar uma pneumonia como se fosse uma gripe. O prefeito de Londres adotou uma série de ações tidas como impopulares, como o pedágio urbano, e conseguiu conquistar a aprovação da população. Tanto que foi reeleito. Por que não fazemos o mesmo?”, questiona. A seguir, uma discussão, ponto a ponto, da viabilidade dessas propostas.
Cinco vezes mais corredores de ônibus
Em muitos pontos da cidade, não vale mais a pena aumentar a frota de ônibus em circulação. Inevitavelmente, eles ficariam parados no trânsito. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de São Paulo, a velocidade média dos ônibus na cidade é de 12 quilômetros por hora, metade da média de 20 anos atrás. Resultado: a lentidão e os freqüentes atrasos estimulam os usuários a migrar para outros meios de locomoção, como o carro, que circula com o dobro da velocidade.
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Elaine Cris C.
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Re: O excesso de carros e seus efeitos
March 15, 2008 - 12:02 PM
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O ritmo de expansão da malha viária não tem acompanhado o crescimento da frota. Nos últimos dez anos, a quantidade de veículos no município aumentou 25%, enquanto a infra-estrutura viária, hoje com 17 mil quilômetros de extensão, cresceu pouco menos de 6%. Para garantir maior agilidade aos ônibus, é inevitável tomar parte do espaço disponível aos carros para a criação de novos corredores exclusivos e vias preferenciais. “A população só deixará o automóvel quando o ônibus for mais rápido e oferecer conforto aos usuários”, explica o consultor Paulo Sérgio Custódio.
Com experiência internacional, Custódio ajudou a implantar o projeto Transmilênio em Bogotá (Colômbia), sistema de transporte com mais de 84 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus, considerado um projeto exemplar. Concebido entre 1998 e 2000, o Transmilênio atende cerca de 1,5 milhão de colombianos e possui corredores de alto desempenho, que permitem ultrapassagens. Com capacidade para transportar mais de 45 mil passageiros por hora, sua velocidade média é de 27 quilômetros por hora.
O projeto do Transmilênio teve como inspiração a rede de transporte coletivo de Curitiba, cuja estrutura começou a ser criada na década de 70. Segundo Henrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, a decisão de construir um sistema massivo de transporte por ônibus levou em conta, principalmente, questões orçamentárias. Os recursos necessários para a construção de um metrô de 17 quilômetros de extensão davam para construir 388 quilômetros de vias segregadas para ônibus, mais a melhoria do espaço urbano ao longo dos corredores.
“Em São Paulo, todas as expectativas repousam sobre o Metrô, mas os usuários precisam chegar até as estações de alguma forma. Um corredor de ônibus de alto desempenho pode ser tão eficiente e confiável como um trem”, comenta Custódio. O consultor também lembra que um quarto do território paulistano é coberto por linhas de ônibus, enquanto os 61 quilômetros de Metrô cobrem uma área inferior a meio ponto porcentual.
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Elaine Cris C.
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Re: O excesso de carros e seus efeitos
March 15, 2008 - 12:04 PM
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Durante a gestão de Marta Suplicy (PT), a prefeitura de São Paulo lançou a meta de implantar 325 quilômetros de corredores de ônibus exclusivos até 2008. Hoje, a cidade conta com cerca de 111 quilômetros de vias segregadas para ônibus. A maioria delas não permite ultrapassagens, e a velocidade média dos veículos é de 16,5 quilômetros por hora. O governo estadual incluiu em seu plano estratégico (Pitu 2020) a meta de 560 quilômetros de corredores na região metropolitana. Recentemente, Kassab anunciou a construção de outros dois corredores, com extensão total de 28 quilômetros, ao custo de 462,5 milhões de reais.
Continue lendo aqui, se interessar:
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=387
beijo
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